CASO DE HERANÇA
O filho da escrava
O fracasso de um plano de barriga de aluguel e a origem de uma guerra sem fim entre judeus e árabes.
Gênesis 16:1-15; 21:8-21
O fracasso de um plano de barriga de aluguel e a origem de uma guerra sem fim entre judeus e árabes.
Gênesis 16:1-15; 21:8-21
Deus havia prometido a Abraão que ele e Sara, sua esposa, seriam pais de uma grande nação e que seus descendentes seriam incontáveis como as estrelas do céu e a areia do mar. Aos olhos humanos sempre limitados, a promessa de Deus seria impossível uma vez que Sara era estéril e idosa. Deus, porém, confirmou sua promessa a Abraão dizendo-lhe que Sara teria um filho que daria origem a uma grande e próspera nação.
Sara, incrédula, riu consigo mesma da “impossível” promessa de Deus. E vendo ela que envelhecia e era incapaz de dar um filho a Abraão, teve a insana ideia de dar Agar, sua escrava, a Abraão para que, no esquema de “barriga de aluguel”, a escrava gerasse filhos para o casal. Abraão deu ouvidos à Sara e trouxe para a sua casa um grande problema de família que se estendeu por gerações e até hoje é conflito entre os descendentes de Abraão.
Quando a escrava engravidou de Abraão, ela sentiu-se superior à Sara e passou a olhar a sua senhora com desprezo. Humilhada pela escrava dentro de sua própria casa, Sara, com apoio de Abraão, hostilizava Agar, até que a escrava decidiu fugir da presença de Sara.
Quando Agar saiu fugida da casa de Abraão, um anjo a encontrou e falou para ela voltar para casa e humilhar-se diante de sua senhora e selar a paz. O anjo prometeu a Agar, da parte de Deus, que ela teria um filho chamado Ismael e que a descendência dele seria numerosa.
Agar fez como o anjo sugeriu e voltou para a casa de Sara. Depois disso, ela deu à luz um menino, a quem Abraão chamou Ismael.
Agar fez como o anjo sugeriu e voltou para a casa de Sara. Depois disso, ela deu à luz um menino, a quem Abraão chamou Ismael.
Quando Ismael começou a crescer, Deus cumpriu a sua promessa. Sara deu à luz um menino a quem chamou Isaque, que significa riso. Sara ria-se não mais de incredulidade, mas sim de grande alegria por ser mãe.
Quando Isaque foi desmamado, Abraão fez um grande banquete para comemorar. Mas Sara percebeu que o filho bastardo da escrava debochava de Isaque. Furiosa, Sara exigiu que Abraão mandasse a escrava e o filho bastardo embora, pois o filho da escrava não herdaria a herança de Abraão junto com Isaque. Essa palavra pareceu má a Abraão, mas o Senhor disse-lhe que Sara estava certa, pois Isaque era o legítimo herdeiro da promessa. Deus, porém, prometeu-lhe fazer de Ismael uma grande nação e que muito o abençoaria, pois ele também era filho de Abraão.
Abraão mandou Agar e seu filho embora de sua casa dando-lhes apenas pão e água. E andando errantes pelo deserto de Berseba, Agar e Ismael começaram a padecer necessidades quando a água deles acabou. Em uma atitude de desespero, Agar deixou o menino debaixo de uma árvore, afastou-se dele e, chorando, disse: que não veja eu o meu filho morrer. Mas o anjo do Senhor apareceu-lhe e a consolou dando-lhe esperanças de um bom futuro para o menino.
O anjo disse a Agar para erguer-se, pois Ismael seria grande e dele viria uma grande nação. Deus então abriu os olhos de Agar e ela viu uma fonte de água, de onde tirou água para ela e o menino. Renovadas as forças, Agar ergueu-se e cuidou de Ismael. No meio do deserto, o menino cresceu , fortaleceu-se e se tornou um valente flecheiro.
Deus cumpriu a sua promessa e multiplicou a descendência de Abraão. Isaque deu origem à grande e próspera nação de Israel e Ismael, à grande nação árabe. Até hoje, judeus e árabes brigam uma guerra sem fim pelo direito de herança das terras prometidas por Deus a Abraão.
Leituras sugeridas
Gn.16:1-5 - A Gravidez de Agar
Gn.17:15-19 - A promessa de Deus a Abraão e Sara
Gn.18:10-15 - Sara ri da promessa de ela ser mãe
Gn.21:15-25 - Agar e Ismael são expulsos da casa de Sara
Gl.4:21-25 - Agar e Sara representam duas alianças
REFLEXÃO
A descendência da liberdade sexual
A descendência da liberdade sexual
A liberdade sexual propagada em nosso tempo dita novos padrões de relacionamentos e casamentos. O casamento, instituído por Deus para ser uma união estável, é esvaziado de valores e cada vez mais descaracterizado dos princípios divinos, torna-se um padrão social falido e instável. Por outro lado, há uma luta vã para tornar estáveis relacionamentos que, por essência, são instáveis.
Quando há desvios do curso natural das coisas, há uma forte tendência de surgirem impactos desastrosos. Os efeitos da liberdade sexual, por exemplo, são uma amostra de como o desvio do curso natural do padrão de Deus gera conflitos, instabilidades e danos de ordem emocional, moral, espiritual, intelectual, social e até econômica.
Se, por um lado a literatura, o cinema, as novelas, as propagandas e os noticiários dão glamour à liberdade sexual, a realidade a denuncia. Os relacionamentos fora dos padrões de Deus geram laços que submetem o corpo e a mente às paixões e aos prazeres na busca de uma satisfação que nunca se completa. E, por não se completar essa satisfação, vêm os excessos de relações sexuais. Chegam então os efeitos desastrosos que trazem danos ao corpo e à mente e problemas para toda uma vida.
A gravidez, fora do padrão natural do casamento, é um desses problemas para toda a vida. Estão associados a ela questões sociais problemáticas como o aborto, a gravidez na adolescência, prisão de pais por não darem as pensões dos filhos, abandono de crianças, avós como chefes de famílias e formação de crianças sem referências positivas de pai e de mãe.
No curso natural de Deus, os filhos são herança do Senhor. Vêm como bênção e não como um problema. Mas a descendência da liberdade sexual é uma geração sem referências de família, falida de valores, abandonada à própria sorte, que aprende a usar e descartar pessoas da mesma forma que aprende amar coisas de nenhum valor. Mas ainda há esperança de que essa mesma geração de tanto se autodescartar ainda tenha a percepção de um padrão melhor de bem viver que agregue valor e satisfação à vida.
Quando há desvios do curso natural das coisas, há uma forte tendência de surgirem impactos desastrosos. Os efeitos da liberdade sexual, por exemplo, são uma amostra de como o desvio do curso natural do padrão de Deus gera conflitos, instabilidades e danos de ordem emocional, moral, espiritual, intelectual, social e até econômica.
Se, por um lado a literatura, o cinema, as novelas, as propagandas e os noticiários dão glamour à liberdade sexual, a realidade a denuncia. Os relacionamentos fora dos padrões de Deus geram laços que submetem o corpo e a mente às paixões e aos prazeres na busca de uma satisfação que nunca se completa. E, por não se completar essa satisfação, vêm os excessos de relações sexuais. Chegam então os efeitos desastrosos que trazem danos ao corpo e à mente e problemas para toda uma vida.
A gravidez, fora do padrão natural do casamento, é um desses problemas para toda a vida. Estão associados a ela questões sociais problemáticas como o aborto, a gravidez na adolescência, prisão de pais por não darem as pensões dos filhos, abandono de crianças, avós como chefes de famílias e formação de crianças sem referências positivas de pai e de mãe.
No curso natural de Deus, os filhos são herança do Senhor. Vêm como bênção e não como um problema. Mas a descendência da liberdade sexual é uma geração sem referências de família, falida de valores, abandonada à própria sorte, que aprende a usar e descartar pessoas da mesma forma que aprende amar coisas de nenhum valor. Mas ainda há esperança de que essa mesma geração de tanto se autodescartar ainda tenha a percepção de um padrão melhor de bem viver que agregue valor e satisfação à vida.


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